Uma iniciativa que valoriza a criatividade e o talento dos trabalhadores de obra!
O Arte na Obra é uma iniciativa cultural de impacto social, promovida pela Diretoria Técnica da Eztec, em parceria com a equipe de Pessoas e Comunicação.
Aqui, as expressões artísticas dos trabalhadores que constroem nossos empreendimentos ganham visibilidade – celebrando o talento que vai além da atuação cotidiana no canteiro –, valorizando a criatividade e as histórias das nossas pessoas, compartilhando-as com a comunidade.
A inteligência artificial, já presente no dia a dia das nossas obras, também faz parte deste projeto, contribuindo para a adaptação das manifestações artísticas escolhidas para a exposição.
Empreendimentos como East Blue Residences Tatuapé, Villares Parada Inglesa, Esther Towers e MoocaCittà já receberam suas artes, e para esse 2º ciclo os empreendimentos contemplados são Agami, Lindenberg Alto das Nações, Alt Studios, Blue Marine, Dot 230, Lume House, SP_360° e Reserva São Caetano.
Para saber mais sobre as criações e seus autores, navegue pela página.
José Nazareno Gomes Pinheiro

José Nazareno Gomes Pinheiro é natural do Pará e encontrou na arte uma forma de superação e expressão pessoal. Após um período difícil, que incluiu tratamento terapêutico em São Paulo, ele redescobriu sua vocação pela escultura em madeira, talento que despertou ainda na infância. Com olhar sensível e mãos habilidosas, transformava o tempo livre em criação, tendo na arte uma válvula de escape, e, sobretudo, uma forma de conexão com sua própria história. Hoje, aos 44 anos, José voltou para o Pará, próximo da família, e leva consigo a experiência e o carinho dos anos vividos na Eztec.
Sua obra retrata uma mulher indígena com uma criança – uma peça inteiramente esculpida à mão, com ferramentas simples como formões e pregos adaptados. Criada a partir de um tronco de mangueira encontrado por acaso, a escultura evoca a força da maternidade, a cultura paraense e, segundo o próprio autor, pode refletir a saudade dos filhos e a vontade de estar mais próximo da família. A imagem delicada e cheia de significado foi presenteada a um professor que o apoiou em sua trajetória, simbolizando também a gratidão e os vínculos que a arte ajuda a fortalecer.
Marciélio Rocha | Minha História

Marciélio Antônio da Rocha, ou simplesmente Maciel Rocha, é natural da Chapada Diamantina, na Bahia, e viveu até os 19 anos na zona rural da cidade de Seabra. Com o sonho de estudar e melhorar de vida, mudou-se para São Paulo diante das dificuldades enfrentadas em sua terra natal. Aqui, encontrou na construção civil o sustento e, na música, a sua grande paixão, carregando no repertório e na vida a sensibilidade de quem canta e compõe com o coração. Pai de três filhos, é ao lado da esposa, Chrys Sadylla, que se apresenta em casas de show.
Sua música inscrita no Arte na Obra nasceu inspirada na trajetória de tantos nordestinos que, como ele, deixaram suas origens para tentar uma nova vida na cidade grande. Ao se apresentar, Maciel vê no público a emoção que também sente: a saudade da família, os anos longe da terra natal, e os sentimentos de quem reconstrói a vida com coragem e esperança. Uma música sobre partir, resistir… e continuar sonhando.
Assista ao clipe da música no YouTube e se emocione com essa história cantada com alma e verdade. Assistir.
José Domingos de Aquino Ferreira | A Minha História de Vida

José Domingos de Aquino Ferreira nasceu no sertão da Bahia, na cidade de Nova Soure, e veio para São Paulo há cerca de 12 anos em busca de novas oportunidades. Começou sua trajetória como ajudante em obras e, com determinação, se formou em Técnico de Segurança do Trabalho. Hoje, atua no Esther Towers como técnico terceirizado da Eztec, contribuindo diariamente para a segurança dos canteiros. Casado, é pai de um bebê de pouco mais de um ano e vê na sua história um motivo de orgulho e superação.
No Arte na Obra, José Domingos transformou em palavras um capítulo sensível e marcante da vida de sua família. O texto inscrito retrata a história real de seus pais, José Rosa e Domingas, e as perdas que enfrentaram com dois filhos ainda pequenos, em uma realidade dura no sertão baiano. Com delicadeza, ele também homenageia sua tia Dorvalina, curandeira conhecida na comunidade por tratar com ervas medicinais. Compartilhar esse relato foi, segundo ele, uma forma de preservar a memória da família e mostrar que cada trajetória, mesmo marcada por dificuldades, carrega força, afeto e identidade.
“A Minha História de Vida” faz parte do livro O Menino que Andava Descalço, escrito por José Domingos, que resgata suas memórias do sertão, obra disponível para compra no site da Editora Dialética. Saiba mais clicando aqui.
André Santos Cruz

André Santos Cruz tem 37 anos, nasceu em Sergipe e foi criado na Bahia. Aos 23 anos, mudou-se para São Paulo em busca de melhores oportunidades e desde então trilha sua jornada na construção civil. Com experiência em diferentes funções, como operador de Bobcat, almoxarife, encarregado e ajudante, André se destaca pelo entusiasmo e dedicação ao que faz. Trabalhar no canteiro, segundo ele, é mais do que uma profissão: é uma forma de conhecer pessoas incríveis e construir algo maior junto aos colegas.
No Arte na Obra, André apresentou uma maquete minuciosa e cheia de afeto que retrata sua infância na roça, em Sergipe. Cada elemento, do pasto aos animais, foi pensado com cuidado e sentimento, traduzindo momentos inesquecíveis, que marcaram sua formação. O trabalho inscrito é um reflexo da gratidão que ele carrega por tudo que viveu e representa, com orgulho, o elo entre suas raízes e o homem que é hoje. Para André, revisitar essas lembranças é um lembrete do valor da simplicidade e da alegria genuína que se encontra nas pequenas coisas.
Ricardo Freire

Ricardo Freire Silva nasceu em Vitória da Conquista, no interior da Bahia, e cresceu na roça, em contato com plantações e animais. Aos 18 anos, decidiu se alistar e se mudar para São Paulo em busca de novas oportunidades, com o objetivo de ajudar a família. Desde então, trabalhou em diversas empresas, incluindo duas passagens pela Eztec, onde pôde contribuir com seu esforço e dedicação. Pai de uma filha de 19 anos e casado com uma cearense, Ricardo carrega consigo valores de simplicidade, responsabilidade e gratidão pelas fases de sua vida.
O trabalho inscrito retrata São Paulo com os olhos de quem ajuda a construir a cidade todos os dias. Inspirado pelas paisagens que observa no trajeto até o trabalho, Ricardo escolheu a Ponte Estaiada e os arranha-céus da cidade como símbolos do progresso. Em sua composição, feita em dois dias após o expediente, ele combinou lápis de cor, caneta e recortes sobre cartolina para dar vida à cena urbana. O desenho é também um reflexo de seu orgulho em ser ajudante de pedreiro, contribuindo para transformar sonhos em concreto e fazer parte da grande engrenagem que move a cidade.
Manuela Neri

Manuela Neri é estudante de Engenharia Civil, e trabalha na Eztec há quase 3 anos, onde começou sua trajetória como estagiária. A arte sempre fez parte da sua vida já que costuma desenhar, trabalhar com cerâmica e explorar diferentes técnicas. Esta obra, porém, marcou uma experiência diferente, pois foi a primeira vez que pintou com tinta a óleo, uma técnica que Manuela estava testando, e que despertou ainda mais seu interesse para continuar se especializando.
A pintura retrata uma igreja histórica da Paraíba, ligada às festas de São João, que frequentava na sua infância e teve momentos felizes ao lado da sua família, representando uma conexão forte com as suas origens.
Laís Guedes

Laís Guedes é estudante de arquitetura, e gosta de desenhar desde pequena. Iniciou nesse universo artístico com desenhos da sua própria casa, refletindo tudo exatamente como era, e a partir daí foi criando um amor cada vez maior pelo desenho. Conforme foi crescendo, seu interesse pela arquitetura só aumentou: assim que terminou o ensino médio, fez um curso técnico em design de interiores, e foi aí que sua paixão despertou de vez. Logo depois se inscreveu no curso de arquitetura e, desde então, se encontrou na profissão que de fato queria seguir.
Esta obra nasceu em uma aula de desenho e perspectiva da faculdade, na qual o professor pediu que Laís criasse um desenho a partir da frase: “A arquitetura deve falar de seu tempo e lugar, as árvores fazem sua dança com o vento e o banco solitário se mantém no caminho”. A partir dela nasceu este desenho, de forma livre e nada convencional, representando a sua interpretação e sensibilidade diante da proposta.
João Fernandes

João Fernandes nasceu em Teresina, no Piauí, em 1990 e, aos seis anos veio para São Paulo com sua avó. João é o mais velho de quatro irmãos e gosta de dizer que tem duas mães que lhe servem de inspiração: sua avó e sua mãe, que moldaram os princípios que carrega até hoje. Trabalhou desde adolescente como entregador de panfletos e office-boy, até ingressar, aos 25 anos, na área de Segurança do Trabalho, onde vem construindo uma trajetória de crescimento e reconhecimento.
Na arte enviada, escolheu homenagear o protagonismo nordestino na construção civil, que considera uma verdadeira relação de matrimônio: o setor ofereceu profissão e dignidade a milhares de nordestinos, e o povo devolveu força e vida aos projetos construídos ao longo das décadas.
Estanislau

Estanislau tem 41 anos, e é natural de Milagre, no Ceará. É casado, e pai de duas filhas, Lara e Yasmin. O gosto pelo desenho surgiu ainda na escola, como forma de expressar aquilo que seus pais não conseguiam lhe dar. Veio para São Paulo em 2004, a passeio, e acabou ficando — começou a trabalhar com seus tios na área de impermeabilização e, em 2006, entrou na empresa Integrall, onde se tornou impermeabilizador. Estanislau sempre gostou de desenhar e vê nisso uma forma de desabafar seus sentimentos e de exercitar a atenção aos detalhes, algo que também procura aplicar no seu trabalho diariamente.
A sua arte é reflexo da paisagem que admira todos os dias, a própria obra em que trabalha, e para ele, participar deste concurso foi uma experiência especial, que o motiva a continuar se desenvolvendo, tanto na área profissional quanto na artística.